OFICIAL: OXLADE-CHAMBERLAIN É JOGADOR DO LIVERPOOL

OFICIAL: OXLADE-CHAMBERLAIN É JOGADOR DO LIVERPOOL

O Liverpool anunciou esta quinta-feira a contratação de Alex Oxlade-Chamberlain, extremo que...

KLOPP QUER FECHAR O PLANTEL COM LEMAR E VAN DIJK

KLOPP QUER FECHAR O PLANTEL COM LEMAR E VAN DIJK

O encerramento da janela de transferência aproxima-se a passos largos mas o Liverpool quer ainda...

Virgil van Dijk prefere a transferência para Liverpool do que para Chelsea  ou  Arsenal

Virgil van Dijk prefere a transferência para Liverpool do que para Chelsea ou Arsenal

Virgil van Dijk ainda está aguardando uma mudança para o Liverpool, apesar de ser alvo do...

O jovem do Liverpool, Allan Rodrigues de Souza, sai por empréstimo

O jovem do Liverpool, Allan Rodrigues de Souza, sai por empréstimo

O Liverpool irá enviar o jovem Allan Rodrigues de Souza por empréstimo para um clube da Primeira...

Liverpool FC comemora 125 anos com nova campanha global

Liverpool FC comemora 125 anos com nova campanha global

Com mais de 500 milhões de fãs em todo o mundo, o 125º aniversário do Liverpool Football Club é...

  • OFICIAL: OXLADE-CHAMBERLAIN É JOGADOR DO LIVERPOOL

    OFICIAL: OXLADE-CHAMBERLAIN É JOGADOR DO LIVERPOOL

    31-08-2017
  • KLOPP QUER FECHAR O PLANTEL COM LEMAR E VAN DIJK

    KLOPP QUER FECHAR O PLANTEL COM LEMAR E VAN DIJK

    30-08-2017
  • Virgil van Dijk prefere a transferência para Liverpool do que para Chelsea  ou  Arsenal

    Virgil van Dijk prefere a transferência para Liverpool do que para Chelsea ou Arsenal

    30-08-2017
  • O jovem do Liverpool, Allan Rodrigues de Souza, sai por empréstimo

    O jovem do Liverpool, Allan Rodrigues de Souza, sai por empréstimo

    30-08-2017
  • Liverpool FC comemora 125 anos com nova campanha global

    Liverpool FC comemora 125 anos com nova campanha global

    30-08-2017

Grandes feitos: Tetra-campeão da Liga dos Campeões da UEFA (1976-1977, 1977-1978, 1980-1981 e 1983-1984), Campeão da Super-Taça da UEFA (1977), Campeão da Taça UEFA (1975-1976), Hepta-campeão Inglês (1975-76, 1976-77, 1978-79, 1979-80, 1981-82, 1982-83 e 1983-84), Tetra-campeão da Taça da Liga Inglesa (1980-81, 1981-82, 1982-83 e 1983-84) e Penta-campeão da Super Taça de Inglaterra (1976, 1977, 1979, 1980 e 1982).

 

 

Eqipa Base base: Ray Clemence (Bruce Grobbelaar); Phil Neal, Tommy Smith (Phil Thompson / Alan Hansen), Emlyn Hughes e Joey Jones (Alan Kennedy); Ian Callaghan, Jimmy Case (Sammy Lee), Ray Kennedy (Graeme Souness) e Terry McDermott (David Johnson / David Fairclough); Steve Heighway (Ian Rush) e Kevin Keegan (Kenny Dalglish). Técnicos: Bob Paisley (1975-1983) e Joe Fagan (1983-1984).

 

“Reis da Inglaterra”

As décadas de 70 e 80 foram mágicas para um esquadrão vermelho situado na terra dos Beatles. O Liverpool FC foi o rei absoluto da Inglaterra (e também por muitos anos da Europa) de 1975 até 1984 jogando um futebol vigoroso, rápido e extremamente competitivo, sob a batuta de óptimos ingleses como Clemence, Neal, Kennedy, McDermott e os brilhantes escoceses Hansen, Dalglish e Souness. O padrão de jogo criado pelo técnico Bob Paisley virou referência no país e sinônimo de muitos títulos na galeria de troféus. O Liverpool foi imponente e também o mais temido por muitos anos. Muitos dos feitos do clube seguem insuperáveis pelos rivais como em ser o maior vencedor da Liga dos Campeões da UEFA, além de ser o maior conquistador de títulos do país. É hora de relembrar as façanhas de um clube que não se cansou de ser campeão em 10 anos maravilhosos. Este é o exemplo que o Liverpool FC  Hoje Tem que seguir!

Chegam os ares hegemónicos

Em 1974 chegou ao Liverpool o técnico que mudaria para sempre a história do clube: o inglês Bob Paisley. O novo treinador havia sido jogador do clube em toda a sua carreira, de 1939 até 1954. Extremamente ligado ao Liverpool, Paisley começou a desempenhar seu papel de óptimo líder, além de saber ouvir e orientar de maneira precisa seus jogadores. Paisley era, também, fisioterapeuta, e trabalhou na equipa técnica do clube antes de se aventurar como treinador. Mal sabia ele que começava ali uma era de ouro do Liverpool.

As primeiras glórias

O Liverpool raspou a mão na taça do campeonato inglês na primeira temporada de Paisley no clube. A equipa ficou apenas dois pontos atrás do campeão, Derby County, comandado pelo treinador Dave Mackay. A perda do título foi dolorosa para os reds, mas o vice-campeonato garantiu uma vaga na Taça da UEFA de 1975/1976, a segunda competição mais importante do continente. A equipa iniciou a caminhada rumo ao título passando pelo Hibernian, da Escócia, goleando a Real Sociedad (ESP) por 3 a 1 e 6 a 0 e despachando o Slask Wroclaw, da Polónia, por 2 a 1 e 3 a 0.

Nos quartos-de-final, o Liverpool passou pelo Dynamo Dresden, da Alemanha Oriental, ao empatar em 0 a 0 o primeiro jogo e vencer a volta por 2 a 1. Nas semifinais, vitória sobre o Barcelona (ESP) em pleno Camp Nou por 1 a 0 na primeira partida e empate em 1 a 1 na volta, garantindo o clube inglês na final. A decisão foi contra os belgas do Club Brugge. Na primeira partida, em Liverpool, duelo intenso e disputado com vitória dos reds por 3 a 2, golos de Ray Kennedy, Jimmy Case e Kevin Keegan. Na volta, o Liverpool jogava pelo empate e foi exactamente esse resultado que arrancou na Bélgica: 1 a 1, com mais um golo de Keegan, garantindo a Taça da UEFA aos ingleses. A conquista seria uma das três da equipa na temporada, somada ao caneco do Campeonato Inglês, conquistado de maneira suada e com apenas um ponto de diferença sobre o vice-campeão, Queens Park Rangers, e a Super Taça da Inglaterra, vencida sobre o Southampton. Com três títulos logo no seu segundo ano no clube, Paisley queria mais: a Liga dos Campeões da UEFA.


 

Ser campeão da Liga dos Campeões da UEFA era algo para poucos, ainda mais se tratando de clubes ingleses. Apenas o Manchester United, em 1968, havia vencido o torneio. Se contarmos clubes da Grã-Bretanha, a lista de campeões ganhava apenas mais um vencedor, o Celtic, da Escócia, campeão em 1967. Voltar a disputar a principal competição da Europa era o desafio que o Liverpool buscava para colocar de vez os seus brilhantes jogadores no topo. A equipa iniciou a competição contra o Crusaders, da Irlanda do Norte, vencendo os dois jogos, por 2 a 0 e 5 a 0. Na fase seguinte, o clube mostrou poder de reação após perder o primeiro jogo para o Trabzonspor, da Turquia, por 1 a 0, e vencer a volta, em casa, por 3 a 0. Nos quartos-de-final, contra o Saint-Étienne (FRA), derrota no primeiro jogo por 1 a 0 e vitória no segundo por 3 a 1, com show da dupla Keegan e Ray Kennedy. Nas semifinais, duas vitórias sobre o Zürich, da Suíça: 3 a 1 e 3 a 0. A equipa chegava pela primeira vez em uma final de Liga dos Campeões. O adversário seria a boa equipa do Borussia Mönchengladbach, da Alemanha.

 


 

O Liverpool tinha a chance de conquistar seu segundo título continental seguido, somando à conquista da Copa da UEFA de 1976, na decisão da Liga em Roma. A equipa entrava em campo já com o título de bi-campeão de Inglaterra, conquistado em cima do Manchester City. O Liverpool marcou o primeiro golo logo aos 28´do primeiro tempo por Terry McDermott. No segundo tempo, empate do Borussia com Simonsen. Tempo depois, Tommy Smith deixou os reds na frente e Phil Neal, de pénalti, marcou o golo do título do Liverpool. A cidade de Roma via o esquadrão vermelho conquistar pela primeira vez o título máximo do futebol europeu e igualar o feito do Manchester United. Era apenas a primeira de muitas que ainda viriam.


O Liverpool campeão europeu de 1977: duas linhas de 4 e movimentação pelas pontas eram as máximas daquela grande equipa.

 

Ano perfeito

Bicampeão inglês e Campeão europeu, o Liverpool ainda ganhou a Super Taça de Inglaterra e a Super Taça da UEFA, massacrando o Hamburgo (ALE) por 6 a 0 no segundo jogo da final, com show de McDermott, que marcou 3 golos. Já com o astro escocês Kenny Dalglish brilhando, o Liverpool estava ainda mais forte e feliz da vida: foram 4 títulos em apenas um ano. Porém, a equipa queria manter a boa fase e continuar reinando tanto em casa quanto no continente. Vale lembrar que naquele ano os reds não disputaram o Mundial Interclubes.

 

Tropeço em casa, bi fora dela

O Liverpool viu o sonho do tricampeonato inglês ruir ao perder o título para o surpreendente Nottingham Forest, do célebre técnico Brian Clough. O Liverpool ficou 7 pontos atrás, mas não se abateu e partiu em busca do bicampeonato europeu. O primeiro confronto foi contra o Dynamo Dresden, da Alemanha Oriental, e os campeões europeus golearam por 5 a 1 na primeira partida, em Liverpool, com golos de Case (2), Hansen, Neal e Ray Kennedy. Na volta, a derrota por 2 a 1 não foi capaz de tirar os reds dos quartos-de-final. O duelo seguinte foi contra o sempre perigoso Benfica, de Portugal. Mesmo jogando a primeira partida em Lisboa o Liverpool não se intimidou e venceu por 2 a 1, de virada, com golos de Hughes e Case. Na volta, o estádio Anfield Road lotado viu um show dos vermelhos: 4 a 1, golos de Dalglish, Callaghan, McDermott e Neal. Nas semifinais, reencontro com os alemães do Borussia Mönchengladbach. O primeiro jogo, na Alemanha, terminou com vitória alemã por 2 a 1. Na volta, o Liverpool voltou a mostrar sua força e venceu por 3 a 0, gols de Dalglish, Kennedy e Case. O trio levava os reds a mais uma final europeia.

 

Delírio em casa

O Liverpool decidiu em casa, no mítico estádio Wembley, em Inglaterra, a Liga dos Campeões de 1978, contra os belgas do Club Brugge. Empurrado por mais de 92 mil torcedores, a equipa inglesa teve as principais chances de golo, mas a bola teimava em não entrar. Até que aos 62´, a estrela Dalglish marcou o golo salvador, que garantiu o bicampeonato europeu ao Liverpool. Era o ápice do esquadrão vermelho. Ninguém podia com os reds no continente. Novamente, eles não jogaram o Mundial Interclubes, preferindo retomar a liderança em casa, em 1979.

Papéis invertidos

Depois de conquistar o bi na Europa, o Liverpool cairia logo na primeira fase da Liga dos Campeões de 1978-1979 ao perder para a sensação Nottingham Forest, que igualaria o feito dos reds ao vencer um bicampeonato europeu em 1979 e 1980. Porém, se a hegemonia europeia havia sido perdida, em casa a equipa retomou o posto de rei. Na temporada 1978-1979 o Liverpool venceu a liga inglesa ficando 8 pontos à frente do Forest. O destaque da campanha foi uma goleada de 7 a 0 ao Tottenham Hotspur. A equipa venceu, também, a Super Taça de Inglaterra ao derrotar o Arsenal na final por 3 a 1, golos de McDermott (2) e Dalglish. No ano seguinte, o clube voltou a sucumbir logo na primeira fase da Liga dos Campeões, mas conquistou o bicampeonato inglês ficando dois pontos à frente do Manchester United. Na Super Taça de Inglaterra, vitória sobre o West Ham United por 1 a 0. O Liverpool entrava forte novamente na temporada 1980-1981 com o auge do trio escocês Hansen, Dalglish e Souness, a forte defesa com Clemence, Kennedy e Thompson e o ataque com McDermott. Paisley sabia que tinha em mãos o maior esquadrão europeu. E queria retomar o posto de melhor clube do continente conquistando um inédito tricampeonato europeu para um clube da Inglaterra.


 

Na primeira fase da Liga dos Campeões da UEFA de 1980-1981, o Liverpool empatou a primeira partida contra o OPS, da Finlândia, e massacrou sem dó o adversário no jogo de volta, em Liverpool: 10 a 1, com 3 golos de Souness, 3 de McDermott, 2 de Fairclough, 1 de Lee e 1 de Kennedy. Na segunda fase, duas vitórias sobre o Aberdeen, da Escócia, por 1 a 0 e 4 a 0. Nos quartos-de-final, contra o CSKA Sofia, da Bulgária, mais duas vitórias, sendo uma goleada de 5 a 1 no primeiro jogo (com 3 golos de Souness) e 1 a 0 no segundo.

Nas semifinais, duelo duríssimo contra o gigante Bayern München, do astro Rummenigge. No primeiro jogo, em Liverpool, empate a 0 a 0. O clube inglês precisava vencer ou empatar com golos na casa do rival se quisesse ir para a final. O jogo seguia empatado até os 83´quando Kennedy abriu o placar para o Liverpool. Cinco minutos depois, Rummenigge empatou, mas já era tarde. A igualdade com golos colocou os ingleses na sua terceira final de Liga. O adversário seria o maior bicho papão do torneio: o Real Madrid. Antes, o Liverpool venceu a Taça da Liga Inglesa, batendo o West Ham United na final.

Onde tudo começou

A final entre Liverpool e Real Madrid foi disputada no estádio Parc des Princes, em Paris, palco da primeira decisão da história do torneio, em 1956, vencida pelo Real. O duelo entre ingleses e espanhóis colocava um esquadrão que não cansava de ganhar títulos desde 1975 (Liverpool) contra uma equipa que se apoiava mais na sua tradição do que na eficiência técnica (Real Madrid). Mesmo com a diferença entre as equipas, o jogo foi equilibrado e o golo não saía. Até que Kennedy, aos 82´, marcou o único golo da partida, garantindo o tricampeonato ao clube inglês. O Liverpool retomava o posto perdido para o rival Forest como melhor clube do continente e ainda colocava McDermott e Souness como artilheiros da competição com 6 golos cada. Faltava, porém, o bendito Mundial, que a equipa não havia disputado em 1977 e 1978. Naquele ano de 1981, o torneio já era disputado em partida única, no Japão. E dessa vez os reds aceitaram a disputa: contra o Flamengo (BRA) de Zico, Adílio, Nunes, Leandro e Júnior.

Excesso de Confiança

O Liverpool entrou de salto alto e muito auto-confiante na decisão do Mundial de 1981, em Tóquio. Tamanha petulância custou caro aos ingleses: o Flamengo aplicou 3 a 0 ainda no primeiro tempo, tocou a bola no segundo e facturou o título. O Liverpool perdia a chance de ser o primeiro clube inglês campeão do mundo, repetindo o fracasso de Manchester United, em 1968, e Forest, em 1980. Era hora de cruzar o atlântico, juntar os cacos, e dar a volta por cima.

Ganhando tudo em casa

De 1980 até 1984 o Liverpool venceu três campeonatos inglês, em 1981-82, 1982-83 e 1983-84, quatro Taças da Liga Inglesa, em 1980-81, 1981-82, 1982-83 e 1983-84 e duas Super Taças de Inglaterra, em 1980 e 1982. A equipa dava show com uma regularidade impressionante, conquistando pontos importantes tanto em casa quanto fora. A mais brilhante campanha foi a última de Bob Paisley como treinador do clube inglês, em 1982-1983: 11 pontos de vantagem sobre o vice-campeão, Watford, seis vitórias consecutivas no torneio e 19 partidas seguidas sem derrota. O maior técnico da história do Liverpool deixava o clube num ápice e no auge. Para o seu lugar, chegou o também inglês Joe Fagan, que manteria a mesma base vencedora do clube para le grand finale.

Nova saga europeia

Sem rivais em casa, o Liverpool quis retomar a taça da Liga dos Campeões em 1983-1984. A equipa derrotou o Odense, da Dinamarca, por 1 a 0 e 5 a 0 na primeira fase. Na segunda, duelos complicados contra o Athletic Bilbao, com empate em Inglaterra em 0 a 0 e vitória do Liverpool em Espanha por 1 a 0. Nos quartos-de-final, duas vitórias sobre o Benfica: 1 a 0 em Inglaterra e uma goleada de 4 a 1 em Lisboa(jogo que vi ao vivo). Nas semifinais, o clube encarou o surpreendente Dinamo Bucaresti, da Roménia, e venceu em casa por 1 a 0, derrotando novamente o rival, na Roménia, por 2 a 1. O Liverpool estava em mais uma final de Liga dos Campeões. Era a chance de fazer história e se tornar o segundo maior vencedor da competição, tomando o posto ocupado por Bayern München e Ajax.

 

De volta a Roma

Assim como em 1977, ano do primeiro título europeu do Liverpool, a cidade de Roma era a sede de mais uma decisão dos reds, dessa vez contra os italianos donos da casa, a Roma. O clube inglês teria o imenso desafio de vencer a fortíssima Roma de Falcão, Cerezo, Bonetti, Pruzzo e Graziani jogando no estádio Olímpico, casa do rival. O Liverpool tratou de colocar pressão logo no início do jogo e marcou o primeiro golo com Neal, aos 13´. Ainda no primeiro tempo, a Roma empatou com Pruzzo. A igualdade permaneceu até o final e a Liga dos Campeões de 1984 seria decidida nos pénaltis.

4 vezes Liverpool

Os ingleses mostraram sangue frio e calaram a Itália ao vencer a Roma, nos pénaltis, por 4 a 2, conquistando o tetra-campeonato europeu. A equipa se consolidava como a segunda maior vencedora da competição, deixava os rivais ingleses anos luz atrás e fazia o Liverpool o melhor clube da Europa dos últimos 10 anos. Era o auge do Liverpool. Mas ali começaria, também, a decadência de um esquadrão dos sonhos.

Derrota no Japão e o fim trágico

O Liverpool perdeu mais uma final de Mundial em 1984, ao ser derrotado pelo argentino Independiente por 1 a 0. Na temporada seguinte, o Liverpool voltaria a uma decisão de Liga dos Campeões muito esperada, contra a Juventus de Platini e Boniek, mas o Liverpool foi derrotado por 1 a 0 e viu seus “adeptos” protagonizarem uma barbárie que ficou conhecida como a Tragédia de Heysel, quando um confronto dos hooligans provocou a queda de um muro e matou 39 torcedores da Juventus, além de deixar centenas de feridos. Diversos jogadores, dirigentes e organizadores foram punidos pela polícia e pela UEFA. O Liverpool foi banido das competições europeias por seis anos, e os clubes ingleses levaram uma pena de cinco anos. O futebol inglês entrava, a partir daquele acontecimento, no fundo do poço. Somente na década de 90 é que uma revolução organizacional e política mudariam para sempre o desporte no país, tanto nos estádios quanto na postura dos adeptos.

O episódio na Bélgica manchou a história do Liverpool. Mas os feitos daquele esquadrão maravilhoso que ganhou 22 títulos em apenas 10 anos são impagáveis, colocando craques como Dalglish, McDermott, Souness, Neal, Keegan e Hansen no patamar dos imortais do futebol.


 

Ray Clemence: foi a muralha do Liverpool de 1967 até 1981, colecionando os mais diversos títulos possíveis. Seguro, Clemence atuou também pela selecção de Inglaterra em 61 oportunidades. Disputou 665 jogos pelo Liverpool.

Bruce Grobbelaar: foi o grande herói da conquista europeia de 1984 ao mexer com os nervos dos italianos da Roma e ajudar os ingleses a ficarem com a taça. Jogou mais de uma década no Liverpool e foi um grande ídolo dos adeptos com as suas defesas e flexibilidade.

Phil Neal: um ícone na defesa do Liverpool e um dos maiores símbolos do clube, Neal actuou em mais de 600 jogos pelo clube inglês, de 1974 até 1985. Actuou em cinco finais de Liga dos Campeões da UEFA vencendo 4 delas. Jogou a Copa do Mundo de 1982 pela seleção inglesa e ainda marcou diversos golos importantes. Neal é um dos maiores vencedores de títulos da história do futebol inglês com 23 conquistas.

Tommy Smith: duro e viril, uma vez um técnico assim definiu Smith: “Tommy Smith não nasceu, ele foi extraído!”. E não era difícil de tal fato ter mesmo acontecido! O defesa foi o xerife do Liverpool multicampeão de 1962 até 1978, vencendo muitos títulos, inclusive a primeira Liga dos Campeões da história do clube.

Phil Thompson: outro grande defesa do Liverpool, Thompson começou a carreira no clube em 1971, permanecendo até 1984. Conquistou os mais diversos e gloriosos títulos e sempre foi um dos pilares da defesa do Liverpool.

Ray Kennedy: o outro Kennedy do Liverpool era matador e podia jogar tanto no meio de campo quanto no ataque. Sua flexibilidade ajudou demais o clube a vencer os títulos que venceu. Marcou 72 gols pelo Liverpool de 1974 até 1982, além de atuar em 17 partidas pela seleção da Inglaterra. Foi um dos grandes jogadores da década de 70 na Inglaterra.

Emlyn Hughes: seja como meio campista ou defesa, Hughes sempre foi impecável. O jogador foi o capitão do Liverpool durante boa parte da década de 70 e ergueu as duas primeiras taças da Liga dos Campeões em 1977 e 1978. Foi capitão, também, da seleção inglesa e atuou em 62 jogos de 1969 até 1980.

Joey Jones: jogava na lateral-esquerda e ajudava muito na marcação, além de dar vários passes precisos de longa distância. Tinha muita raça e era adorado pelos adeptos.

Alan Kennedy: tinha o mesmo sobrenome de Ray, mas não era parente do jogador. Alan jogou de 1978 até 1985 no Liverpool e foi decisivo em muitas das conquistas do clube graças ás suas investidas no ataque. A mais famosa delas foi o remate de Alan na final da Liga dos Campeões da UEFA de 1981, quando seu golo definiu a vitória por 1 a 0 sobre o Real Madrid.

Kevin Keegan: quando Keegan saiu do Liverpool a equipa começou a colecionar títulos europeus. Mesmo assim, o craque teve sua contribuição em 9 títulos de 1971 até 1977, entre eles 2 Taças da UEFA e a primeira Liga dos Campeões do clube. Matador, Keegan marcou 100 golos em 323 jogos com a camisola do Liverpool e foi um dos maiores jogadores da história da Inglaterra. Pela seleção, marcou 21 golos em 63 jogos.

Ian Callaghan: com 857 partidas disputadas pelo Liverpool, o meio campista detém o recorde de participações com a camisola vermelha . Jogou de 1960 até 1978 na equipa inglesa e venceu quase todas as taças possíveis. Era muito eficiente, constante e impecável nos passes.

Sammy Lee: jogou uma década no Liverpool e viveu os melhores e também piores momentos do clube, de 1976 até 1986. Meio campista autêntico e seguro, actuou em 197 partidas pelos reds.

Alan Hansen: chegou ao Liverpool em 1977 e tornou-se  um dos maiores jogadores da história do clube. Era um dos três escoceses brilhantes da equipa que ganhou tudo naquela época. Óptimo na defesa e no meio de campo, Hansen foi um dos grandes símbolos daquela equipa de sonho. Venceu 23 títulos com o Liverpool.

Jimmy Case: o meio campista Jimmy Case era o terror dos guarda-redes quando resolvia chutar de fora da área. Suas bombas quase sempre resultavam em golos indefensáveis. Foram assim que surgiram a maioria dos seus 46 golos com a camisa do Liverpool, muitos deles decisivos. Jogou 269 partidas pelo clube.

Terry McDermott: foram 329 partidas e 81 golos pelo Liverpool e muitas alegrias para os adeptos dos reds. McDermott era um meio campista matador e adorava fazer golos na Liga dos Campeões da UEFA, tanto é que ele foi um dos artilheiros da edição de 1981 (vencida pelo Liverpool) com 6 golos. Era um dos queridos de Bob Paisley e peça chave para o sucesso da equipa de 1974 até 1982.

Ian Rush: o galês Ian Rush chegou ao Liverpool em 1980 com a missão de fazer golos. E fez. Muitos! Foram 346 em 660 partidas, muitos deles na gloriosa conquista da Europa em 1984. Foi um dos maiores atacantes do futebol britânico nos anos 80 e 90. Fez 73 partidas pela selecção de Gales e marcou 28 golos.

Steve Heighway: atacante irlandês de muito talento, Heighway chutava com os dois pés e foi muito importante para as conquistas do Liverpool no período. Disputou 475 jogos pelo clube.

Kenny Dalglish: Dalglish é considerado por muitos o maior jogador da história da Escócia e também um dos maiores jogadores britânicos de todos os tempos. Rápido, inteligente, goleador e exuberante, o craque foi a estrela que faltava para o Liverpool se tornar quase imbatível, ao chegar ao reds em 1977. Jogou até 1990 no clube e tornou-se o maior ídolo do clube e ganhou o apelido de “King Kenny”. Foram mais de 500 jogos pelo Liverpool e mais de 170 golos, e um lugar cativo no coração dos Reds.

Graeme Souness: completava o trio de ouro de escoceses do super Liverpool das décadas de 70 e 80. Foi um dos artilheiros da Liga dos Campeões de 1981 e fez jogadas memoráveis ao lado de Dalglish e McDermott. Jogou 359 partidas pelo clube de Anfield.

David Johnson: atacante, não tinha o mesmo brilho que Dalglish, mas foi essencial em muitas partidas. Atuou de 1976 até 1982 no Liverpool participando de  213 jogos.

David Fairclough: outro bom atacante da equipa de ouro dos anos 70 e início dos anos 80. Foi decisivo em muitas das partidas eliminatórias das Ligas dos Campeões vencidas pelo Liverpool.

Bob Paisley e Joe Fagan (Técnicos): Bob Paisley foi um dos maiores técnicos da história do Liverpool, sem sombra de dúvidas. De 1974 até 1983 o comandante do clube de Anfield facturou 20 troféus, sendo entre eles 3 Ligas dos Campeões, 1 Taça UEFA e 6 Campeonatos Inglês. Paisley nasceu e viveu apenas no Liverpool, seu único clube tanto na carreira como jogador (era defesa) quanto como assistente e técnico. Após a sua saída, Joe Fagan manteve a sina vitoriosa do clube inglês e ainda conquistou mais uma Liga dos Campeões da UEFA, em 1984. Ambos tiveram sua parcela em colocar o Liverpool no rol dos maiores clubes do planeta.

Image

Submeter artigos/ Submit an Article

Submeter Artigos

Gostas do Liverpool FC ?

Do you like Liverpool FC?

Vem colaborar envia os teus artigos:

Come and collaborate send your articles:

6 Languages for You:

Escolha o Tópico de Referência "Area de Desporto Liverpool":

Choose the Reference Topic "Area de Desporto Liverpool":

Submeter Artigos

Submit an Article

Прислать статью

Enviar artículos

Envoyer l'article

Senden Sie einen Artikel

MultiTrans

Acompanhe o Liverpool

Veja as notícias sobre os Jogos do Liverpoll Football Club aqui:

Login Form

Estão Online

Temos 65 visitantes e 0 membros em linha

Continentais
  Competição Títulos Temporadas
Coppacampioni.png Liga dos Campeões da UEFA 5 1976–77, 1977–78, 1980–81Cscr-featured.png, 1983–84Cscr-featured.png, 2004–05
Liga Europa da UEFA 3 1972–73, 1975–76, 2000–01
Supertaça da UEFA 3 1977Cscr-featured.png, 2001Cscr-featured.png, 2005Cscr-featured.png
Nacionais
  Competição Títulos Temporadas
Campeonato Inglês 18 1900–01, 1905–06, 1921–22, 1922–23, 1946–47, 1963–64, 1965–66, 1972–73, 1975–76, 1976–77, 1978–79, 1979–80, 1981–82, 1982–83, 1983–84, 1985–86, 1987–88, 1989–90
Taça de Inglaterra 7 1964–65, 1973–74, 1985–86, 1988–89, 1991–92, 2000–01, 2005–06
Taça da Liga Inglesa 8 1980–81, 1981–82, 1982–83, 1983–84, 1994–95, 2000–01, 2002–03, 2011–12
Supertaça de Inglaterra 15 1964, 1965, 1966, 1974, 1976, 1977, 1979, 1980, 1982, 1986, 1988, 1989, 1990, 2001, 2006
Total (Nacionais + Internacionais) 59

We use cookies to improve our website and your experience when using it. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. To find out more about the cookies we use and how to delete them, see our privacy policy.

  I accept cookies from this site.
EU Cookie Directive Module Information